Eleições 2026

Presidência 2026: o que dizem as últimas pesquisas

Levantamentos nacionais indicam Lula e Flávio Bolsonaro na dianteira, mas rejeição e indecisos ainda deixam o cenário aberto para 2026

Presidência 2026: o que dizem as últimas pesquisas
Imagem representativa | Reprodução/IA
Evaldo Gomes
Publicado em 11/02/2026 às 20:22

As primeiras rodadas de pesquisas nacionais de 2026 já começam a desenhar um cenário de polarização. Os levantamentos divulgados entre janeiro e fevereiro apontam dois nomes à frente: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Embora ainda estejamos longe da votação, os números ajudam a compreender tendências, forças regionais e limites de crescimento de cada pré-candidato.

O retrato das pesquisas recentes

Entre os institutos que divulgaram levantamentos nacionais nas últimas semanas estão:

  • Real Time Big Data
  • Genial/Quaest
  • Paraná Pesquisas
  • Futura Inteligência
  • Ideia

Em linhas gerais, os levantamentos estimulados (quando o nome dos candidatos é apresentado ao entrevistado) mostram:

  • Lula variando aproximadamente entre a faixa dos 37% a 43% das intenções.
  • Flávio Bolsonaro oscilando entre cerca de 30% a 38%.
  • Percentual relevante de indecisos ou eleitores que afirmam votar branco/nulo.

A margem de erro média das pesquisas gira em torno de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Imagem auxiliar (Reprodução/Read News)

Comparação com eleições anteriores

A história recente mostra que liderar pesquisas é importante, mas não é sentença definitiva. Em 2018, Jair Bolsonaro consolidou liderança ao longo da campanha e venceu.
Em 2022, Lula apareceu à frente nos principais institutos e confirmou a vitória nas urnas. No entanto, em disputas passadas houve mudanças relevantes no meio do caminho. Crescimentos de última hora, alianças inesperadas e eventos políticos alteraram trajetórias.

Pontos decisivos para o pleito

Rejeição pode definir o segundo turno

Pesquisas indicam que ambos os nomes têm índices elevados de rejeição. Isso significa que há um teto de crescimento — e que a transferência de votos no segundo turno será decisiva.

Indecisos ainda são numerosos

Quando o eleitor ainda não decidiu, o cenário permanece fluido. Campanha, debates e conjuntura econômica podem alterar intenções.

Força regional pesa

Alguns levantamentos estaduais indicam maior competitividade da direita no Sudeste, enquanto Lula mantém força histórica no Nordeste. Essa divisão regional tende a ser determinante.

Economia e ambiente político

Inflação, emprego, segurança pública e decisões judiciais são fatores que tradicionalmente impactam o humor do eleitorado.

Chances reais neste momento

Com base na média dos levantamentos mais recentes:

  • Lula parte com vantagem estrutural nacional e maior recall eleitoral.
  • Flávio Bolsonaro consolida-se como principal nome do campo conservador e reduz a distância inicial.

Hoje, a leitura mais prudente é:
há favoritismo inicial de Lula nas médias nacionais,
mas existe competitividade real e possibilidade de segundo turno equilibrado. Ainda é cedo para falar em vitória definida.

O que o eleitor deve observar daqui para frente

  • Evolução das médias (não apenas uma pesquisa isolada).
  • Índices de rejeição.
  • Formação oficial das candidaturas.
  • Alianças partidárias.
  • Indicadores econômicos.

Conclusão

As pesquisas iniciais de 2026 apontam um cenário de polarização consistente. Lula aparece à frente na maior parte dos levantamentos nacionais, mas a consolidação de Flávio Bolsonaro como principal adversário mantém a disputa aberta.