Saúde
Governo Federal lança guia para orientar sobre o uso de telas por crianças e adolescentes.
Os riscos do uso das telas na infância e adolescência; conheça o Guia do Governo Federal

Neste ano, o governo federal, em colaboração com especialistas e a literatura científica atual, lançou um guia sobre o uso de dispositivos digitais, que reúne as melhores práticas internacionais e permite atualizações constantes. O guia destaca a importância de reconhecer os riscos associados ao uso de eletrônicos, especialmente entre crianças. Com ¼ da população mundial composta por crianças e adolescentes, os dados mostram um aumento no consumo infantil de 79% em 2014 para 93% em 2025. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças menores de 2 anos não tenham acesso a telas, enquanto aquelas de 2 a 6 anos devem usar sob supervisão de um adulto, limitando-se a 1 hora por dia, com um aumento gradual de 1 hora para cada nova faixa etária até os 17 anos.
Excesso de telas e os problemas
A primeira infância é um período crítico para o desenvolvimento neuronal, tornando as crianças vulneráveis devido à imaturidade do córtex pré-frontal, o que pode levar a escolhas impulsivas. Portanto, é essencial que crianças e adolescentes recebam suporte e orientação de adultos em suas decisões, não apenas em relação ao uso de eletrônicos, mas também em outras áreas da vida, como estudos e alimentação. A interação social e a estimulação intensa são fundamentais para o desenvolvimento saudável, e os responsáveis devem se comprometer a controlar o uso de telas, promovendo atividades ao ar livre e garantindo o direito de brincar e explorar.
O uso excessivo e precoce de dispositivos digitais pode acarretar diversos prejuízos, como dificuldades nas interações sociais, atrasos no desenvolvimento motor e da fala, problemas de visão, impactos emocionais, cyberbullying, obesidade, sedentarismo, e até riscos de comportamentos autolesivos e suicidas. O guia propõe a observação dos “4 Cs” na interação tecnológica: cuidado com o conteúdo, contatos, condutas e contratos.
Possíveis soluções
Para mitigar esses riscos, o guia sugere a educação midiática e digital como uma solução, enfatizando a responsabilidade dos adultos em gerenciar o consumo de tecnologia. A mediação ativa, que envolve diálogo e práticas de segurança, e a mediação restritiva, que estabelece limites e monitoramento, são abordagens recomendadas. O uso de ferramentas e plataformas de supervisão, aliado à presença e atenção dos responsáveis, é crucial para garantir um uso seguro e saudável das telas, promovendo o desenvolvimento físico, emocional e social das crianças e adolescentes.
Foto destaque: Tela de celular (Reprodução/J A N U P R A S A D/Unsplash)


