Economia
A guerra comercial entre EUA e China se intensifica e aumenta o pessimismo do mercado financeiro
Após anúncio realizado por Trump na última semana, o tarifaço trouxe muitos desdobramentos e apreensão para o cenário econômico global

O nível de desconfiança em relação ao futuro da economia americana aumentou, e foi possível observar uma forte reação do mercado financeiro diante das medidas “recíprocas”. A combinação da queda nos mercados e na cotação do dólar, juntamente com as solicitações de renegociação por parte de diversos países, levou o presidente a recuar na última quarta-feira (9), suspendendo as tarifas mais altas por 90 dias. Ainda assim, manteve a taxa de 10% para a maioria dos parceiros comerciais, com exceção da China, que retaliou de forma mais contundente às medidas.

Foto: (reprodução/John Simmons/Unsplash)
Reciprocidade nas taxas
Após o anúncio do novo tarifaço, a China respondeu com firmeza, afirmando que está disposta a “lutar até o fim” intensificando a escalada da guerra comercial. As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses chegaram a 145%, enquanto as tarifas da China atingiram 125%, conforme o último anúncio do país asiático. Pequim afirmou que não vê mais sentido em igualar as tarifas, destacando que, nos níveis atuais, o comércio bilateral de diversos produtos já se tornou praticamente inviável (posição compartilhada por economistas e analistas). Em meio ao acirramento da disputa, os Estados Unidos anunciaram, nesta sexta-feira (11), a isenção temporária de tarifas sobre celulares, computadores e outros produtos eletrônicos. O anúncio, feito por uma agência reguladora e não diretamente pelo presidente, foi bem recebido tanto pelos consumidores quanto pelas grandes empresas de tecnologia. A medida, no entanto, ainda pode ser revista, conforme informou a própria agência.
Pequeno passo
Após o anúncio da isenção de tarifas para alguns produtos na sexta-feira, a China se manifestou hoje, qualificando a medida como um pequeno passo por parte dos Estados Unidos. O governo chinês afirmou que está avaliando os impactos dessa decisão. Além disso, o Ministério do Comércio da China reiterou o pedido para que os Estados Unidos adotem ações significativas para corrigir ‘seus erros’ e que suspendam completamente a política das tarifas, retornando ao caminho do ‘respeito mútuo’. Trump também se pronunciou neste domingo, informando que ninguém está fora de risco e que produtos isentos serão reencaixados em outra faixa tarifária específica. É possível que este assunto continue reverberando pelas próximas semanas.
Foto destacada: Moedas dos EUA e da China (Reprodução/Eric Prouzet/Unsplash)


