Eleições 2026
Presidência 2026: o que dizem as últimas pesquisas
Levantamentos nacionais indicam Lula e Flávio Bolsonaro na dianteira, mas rejeição e indecisos ainda deixam o cenário aberto para 2026

As primeiras rodadas de pesquisas nacionais de 2026 já começam a desenhar um cenário de polarização. Os levantamentos divulgados entre janeiro e fevereiro apontam dois nomes à frente: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Embora ainda estejamos longe da votação, os números ajudam a compreender tendências, forças regionais e limites de crescimento de cada pré-candidato.
O retrato das pesquisas recentes
Entre os institutos que divulgaram levantamentos nacionais nas últimas semanas estão:
- Real Time Big Data
- Genial/Quaest
- Paraná Pesquisas
- Futura Inteligência
- Ideia
Em linhas gerais, os levantamentos estimulados (quando o nome dos candidatos é apresentado ao entrevistado) mostram:
- Lula variando aproximadamente entre a faixa dos 37% a 43% das intenções.
- Flávio Bolsonaro oscilando entre cerca de 30% a 38%.
- Percentual relevante de indecisos ou eleitores que afirmam votar branco/nulo.
A margem de erro média das pesquisas gira em torno de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Imagem auxiliar (Reprodução/Read News)
Comparação com eleições anteriores
A história recente mostra que liderar pesquisas é importante, mas não é sentença definitiva. Em 2018, Jair Bolsonaro consolidou liderança ao longo da campanha e venceu.
Em 2022, Lula apareceu à frente nos principais institutos e confirmou a vitória nas urnas. No entanto, em disputas passadas houve mudanças relevantes no meio do caminho. Crescimentos de última hora, alianças inesperadas e eventos políticos alteraram trajetórias.
Pontos decisivos para o pleito
Rejeição pode definir o segundo turno
Pesquisas indicam que ambos os nomes têm índices elevados de rejeição. Isso significa que há um teto de crescimento — e que a transferência de votos no segundo turno será decisiva.
Indecisos ainda são numerosos
Quando o eleitor ainda não decidiu, o cenário permanece fluido. Campanha, debates e conjuntura econômica podem alterar intenções.
Força regional pesa
Alguns levantamentos estaduais indicam maior competitividade da direita no Sudeste, enquanto Lula mantém força histórica no Nordeste. Essa divisão regional tende a ser determinante.
Economia e ambiente político
Inflação, emprego, segurança pública e decisões judiciais são fatores que tradicionalmente impactam o humor do eleitorado.
Chances reais neste momento
Com base na média dos levantamentos mais recentes:
- Lula parte com vantagem estrutural nacional e maior recall eleitoral.
- Flávio Bolsonaro consolida-se como principal nome do campo conservador e reduz a distância inicial.
Hoje, a leitura mais prudente é:
há favoritismo inicial de Lula nas médias nacionais,
mas existe competitividade real e possibilidade de segundo turno equilibrado. Ainda é cedo para falar em vitória definida.
O que o eleitor deve observar daqui para frente
- Evolução das médias (não apenas uma pesquisa isolada).
- Índices de rejeição.
- Formação oficial das candidaturas.
- Alianças partidárias.
- Indicadores econômicos.
Conclusão
As pesquisas iniciais de 2026 apontam um cenário de polarização consistente. Lula aparece à frente na maior parte dos levantamentos nacionais, mas a consolidação de Flávio Bolsonaro como principal adversário mantém a disputa aberta.


